“Faço o bem porque acredito na lei do retorno.”
Certo? Errado? O certo pelos motivos errados?
Em minha modesta opinião o bem deve ser feito porque acredita-se que é o correto a se fazer, e não simplesmente porque vai se ganhar algo em troca, fazer algo esperando receber qualquer coisa em troca é interesse, é egoísmo, é puro e completo individualismo. Faz-se o bem, então, porque quer que seja feito a si o bem, e não porque se quer o bem do outro? O outro receber o bem é simplesmente meio para eu receber o bem pelos outros? Acredito que fazer o bem deveria ser fim. A finalidade é o bem do outro, receba eu algo em troca ou não, a minha realização é ver o outro bem.
Por que é que sempre tem de ter haver só comigo? Apenas a realização, a sensação de dever cumprido não basta para fazer o certo? Tem-se sempre que ter um aplauso e uma recompensa? Tem sempre que ter uma punição pra que tenhamos medo de fazer o mal, de fazer o errado? Afinal de contas nós não somos capazes de fazer um juízo de valores? Não temos consciência dos nossos atos?
Fazer o bem, fazer o certo é o melhor na própria essência, se eu acredito, obviamente, que aquilo é o bem e/ou certo. Se alguém ganha com isso, automaticamente eu ganho, a coletividade ganha, a sociedade ganha, todo mundo ganha pelas coisas correrem bem, pelas coisas darem certo. Se todo mundo fizer a sua parte, todo mundo ganha, é melhor para todos, e uma sociedade melhor é o melhor pra mim também. Às vezes fazendo o certo eu não ganho de imediato tanto quanto eu ganharia fazendo o errado, de repente fazendo o errado eu ganharia uma vantagem imediata, mas será que eu não posso abrir mão de ganhar uma vantagem, será que eu não posso ganhar um pouco menos pra que todo mundo ganhe? Será que os outros têm tão pouco valor assim? Será que a gente não enxerga que esse comportamento individualista é auto-destrutivo?
Eu entendo que a gente viva em busca da felicidade, e por isso eu pergunto: Será possível ser feliz sozinho?
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Wave -Tom Jobim
"Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossivel ser feliz sozinho"
http://www.vagalume.com.br/tom-jobim/wave.html#ixzz1ClhZvOZP

3 comentários:
textos da dedé sao os melhores, sempre.
bjao dedé.
O grande dilema do bem é que ele está intimamente relacionado com o que é bom para mim, e geralmente esse bom é medido num curto período de tempo. Somos seres individualistas por natureza, não faço julgamento de certo ou errado para este comportamento, é algo que apenas é. Vivemos o aqui e o agora, isto é o que importa.
Se as pessoas pensassem, ou agissem no sentido de um "bem duradouro", ou num bem desprendido de recompensas imediatas, talvez não estivessem, logo ali na frente, em busca desesperada por algo bom, que as fizesse sentir bem novamente.
Neste sentido, creio que podemos fazer o bem aos poucos, todos os dias e toda a hora, e dentro de nossa individualidade descobrir que o bem desprendido pode nos trazer a todo o momento pequenas doses de felicidade e auto-realização.
Abraço Dedé, baita saudade de ti.
Oi meu bem, finalmente um comentário meu aqui!
Geralmente eu ficaria horas refletindo antes de expor meu ponto de vista, mas hoje vou colocar aquilo q eu acho no momento (mesmo q seja um momento de quase 1h =P).
Me parece q não é possível fazer o bem sem que ganhemos algo com isso.
Por exemplo, quando fazemos uma boa ação, seja ela qual for, mesmo sem esperarmos receber algo em retorno, nós acabamos nos beneficiando.
Sim, nós sempre lucramos ao fazer o bem, mesmo pela mais singela ação.
Mas não por causa da “lei do retorno” ou algo do tipo.
O beneficio q recebemos é o da satisfação, de saber q fizemos aquilo q entendemos como sendo o bem. Essa sensação é muito boa e por isso voltamos a fazer o bem. Até se pode estar pensando na outra pessoa, mas inconscientemente se esta fazendo aquilo pq será bom pra si mesmo.
Mas acredito q fazendo o bem dessa forma seja uma coisa boa. Ao menos é preferível fazê-lo assim do q fazê-lo visando outros tipos de lucros, como o material.
E é verdade q todos ganhariam se deixassem o ganho pessoal um pouco de lado e pensassem mais no ganho coletivo. Mas infelizmente aqueles q tiram proveito acabam minando os ideais desses pouquíssimos q pensam e fazem o bem visando à sociedade.
Na reportagem de capa da Super desse mês sobre amizade (q eu não sei se tu leu ou não), fala bem sobre a nossa necessidade de ter amigos para ser feliz.
Então eu particularmente acredito q seja impossível ser feliz sozinho, em meio à solidão sempre sentiremos a falta de outras pessoas, e por mais q tentemos suprir tal necessidade através de outros fatores, no fim das contas, nada pode substituir a ausência de outra pessoa.
Sim, somos dependentes uns dos outros, pois nossa felicidade depende das pessoas q nos cercam. E quem não quer ser feliz?
Talvez tenha ficado um tanto confuso, pois me perco no meio dos pensamentos, mas conforme eu for comentando nos próximos posts vou melhorando. ;D
Beijão.
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