
Certa vez discutia com um amigo sobre o nosso cargo caso a vida fosse um filme. Ele me disse que, muito provavelmente seriamos os roteiristas de nossas vidas, o que de certa forma não deixa de ter um pouco de razão, já que, primeiros nossos pais e, depois de um bom tempo, nós mesmos, procuramos traçar nossa história, traçado esse comumente chamado de “planos”. Mas eu acrescentaria que somos co-roteiristas da vida das pessoas mais próximas a nós, por que não há como negar que a nossa opinião, atos ou intromissão interfere na vida alheia, contudo, no momento em questão eu me vali de outra resposta: “Na verdade talvez nós sejamos ao mesmo tempo o diretor, o ator, o coadjuvante, o contra regra...
Mas roteiristas não, pq se fossemos não teria a mínima graça, não tem graça quando a gente sabe como acaba, quando a gente implanta as falcatruas contra nós mesmos, tem graça quando a gente atua com tanta inocência descobrindo os mistérios desse filme aterrorizante q é a vida... Só q esse roteiro q se auto-escreve tem em suas mágicas linhas o poder de mudar o final da trama a cada reviravolta, a cada nova escolha, a cada ação. A cada ação q resultara sabe-se lá como, mas q terá uma reação e assim todos os dias o nosso roteiro sofre pequenas futuras alterações, e os atores continuam ai, tentando impressionar os espectadores.”.
Relendo isso hoje, eu vejo como as coisas mudam com o passar do tempo, pois se a minha visão para com este singelo assunto mudou tanto, quem garantirá que nós manteremos os nossos planos?
Isto só nos mostra que não há roteiro ou roteirista, e sequer filme. Não há plano que possa ser seguido se não se pode antever os acontecimentos. Há inúmeras opções de planos que podem ser mudadas a qualquer instante, há inúmeros caminhos a serem escolhidos, e essas escolhas implicarão em renúncias de outras, mas em novas escolhas que nos trarão as surpresas da vida, sejam elas dramas, comédias, romances...
Obviamente eu não estou sugerindo que se viva a “moda louca”, sem metas, sem ambições, sem sonhos. É muito natural que nós tracemos metas e sonhemos com um ponto a se chegar, é normal e saudável. E quando chegarmos a esse ponto, muito provavelmente já teremos outro pra buscar, o que eu quero dizer com isso é que, pode ser que alguns grandes pontos que nós busquemos não mudem, mas muitos dos pequenos pontos ou até mesmo os grandes e o caminho que seguiremos até lá, estão sujeitos a mudanças o tempo inteiro, sujeitos a nossas escolhas, a os encontros, oportunidades, quedas... e até mesmo ao nosso fim.
A vida jamais seria um filme, a vida só pode ser filme depois que acontece a morte, aí tudo que podia acontecer já aconteceu. A morte é o ponto final da história. O que nos faz chegar a uma terrível conclusão: Nós só somos o roteirista da nossa vida depois que morremos, que é quando conseguimos por o ponto final.
Se ficou meio confuso me desculpem é a falta de prática.
