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sábado, 20 de setembro de 2008

O certo é bonito.




Vamos voltar à ativa então. Se houverem muitos erros de português ou alguma eventual incoerência, dêem um desconto pelo meu estado de sonolência.
No Brasil podemos notar certas peculiaridades no comportamento e na interpretação da população. Como, por exemplo, na forma como encaramos as leis, lei no Brasil não é encarada como uma ordem que deve ser cumprida, mas sim como um conselho que sobre o que é certo a se fazer. Parece que falta-nos a visão de que descumprir uma lei é um crime, cumprir leis para nós parece ser contra nossos costumes, parece que existe um nacionalismo irracional dizendo em nossas cabeças “ahh brasileiro não precisa de tanta “formalidade” a gente dá um jeitinho”, dá tanto jeitinho que a situação chega a um ponto em que desviar verbas públicas virou uma oportunidade de vida, como a mega-sena, “aahh se eu fosse deputado eu roubaria mesmo, se “eles” roubam por que eu não vou também, não dá nada”, o que quer dizer além de compactuar com um crime seríssimo como o roubo do próprio dinheiro, ainda acha que quem rouba é uma pessoa aleatória, que não foi eleito por ti mesmo, fora o detalhe “não dá nada”, só falta dizer “oh que maravilha não da nada”. Não gente, se está havendo impunidade, e sabemos que está, tem que ser feita alguma coisa.
Agora, se eu entrar na tua casa, pegar tua TV e sair a passo, tu não chamarás a polícia? Qual é a diferença então entre o roubo da tua TV, que tem valor ($), e do teu imposto pago, que é valor? Ahh, mas eu não assisto a novela das 9 com o dinheiro, cala boca imbecil. Não existe NENHUMA diferença, nas duas situações é roubo. É a mesma coisa no trânsito, quando tu fazes uma ultrapassagem proibida e não acontece nada, tu não achas que estás cometendo um crime, mas quando outro o faz e te prejudica é crime, da processo e tal. As duas situações estão erradas.
Não tens que dar “jeitinho”, ou “fazer que não dá naaada”, tens é que perceber que lei é uma ORDEM, e existe para o bom funcionamento da sociedade, é evidente que a legislação brasileira é falha, e legisla em benefício próprio, mas isso é uma questão pra ser discutida em outro momento, o Brasil tem leis demais, umas deixam furos pra outras... São problemas que existem, mas os problemas não te eximem da tua responsabilidade de cumprir as leis, e cobrar que elas sejam cumpridas por outros, sobretudo sobre aqueles que representam a tua vontade no poder público. Um erro jamais justifica o outro. As coisas só mudam quando cada um faz a sua parte, sendo sua parte o correto, a parte difícil é que aqui parece que é “feio” fazer o certo, uma inversão de valores total, mas por favor vamos retomar os antigos bons valores, e não tem nada de careta, nem de feio, é uma questão de atitude quem quer mudança tem que fazer mudança, seja na forma de agir, pensar e/ou observar.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Se a vida fosse um filme...




Certa vez discutia com um amigo sobre o nosso cargo caso a vida fosse um filme. Ele me disse que, muito provavelmente seriamos os roteiristas de nossas vidas, o que de certa forma não deixa de ter um pouco de razão, já que, primeiros nossos pais e, depois de um bom tempo, nós mesmos, procuramos traçar nossa história, traçado esse comumente chamado de “planos”. Mas eu acrescentaria que somos co-roteiristas da vida das pessoas mais próximas a nós, por que não há como negar que a nossa opinião, atos ou intromissão interfere na vida alheia, contudo, no momento em questão eu me vali de outra resposta: “Na verdade talvez nós sejamos ao mesmo tempo o diretor, o ator, o coadjuvante, o contra regra...
Mas roteiristas não, pq se fossemos não teria a mínima graça, não tem graça quando a gente sabe como acaba, quando a gente implanta as falcatruas contra nós mesmos, tem graça quando a gente atua com tanta inocência descobrindo os mistérios desse filme aterrorizante q é a vida... Só q esse roteiro q se auto-escreve tem em suas mágicas linhas o poder de mudar o final da trama a cada reviravolta, a cada nova escolha, a cada ação. A cada ação q resultara sabe-se lá como, mas q terá uma reação e assim todos os dias o nosso roteiro sofre pequenas futuras alterações, e os atores continuam ai, tentando impressionar os espectadores.”.

Relendo isso hoje, eu vejo como as coisas mudam com o passar do tempo, pois se a minha visão para com este singelo assunto mudou tanto, quem garantirá que nós manteremos os nossos planos?
Isto só nos mostra que não há roteiro ou roteirista, e sequer filme. Não há plano que possa ser seguido se não se pode antever os acontecimentos. Há inúmeras opções de planos que podem ser mudadas a qualquer instante, há inúmeros caminhos a serem escolhidos, e essas escolhas implicarão em renúncias de outras, mas em novas escolhas que nos trarão as surpresas da vida, sejam elas dramas, comédias, romances...
Obviamente eu não estou sugerindo que se viva a “moda louca”, sem metas, sem ambições, sem sonhos. É muito natural que nós tracemos metas e sonhemos com um ponto a se chegar, é normal e saudável. E quando chegarmos a esse ponto, muito provavelmente já teremos outro pra buscar, o que eu quero dizer com isso é que, pode ser que alguns grandes pontos que nós busquemos não mudem, mas muitos dos pequenos pontos ou até mesmo os grandes e o caminho que seguiremos até lá, estão sujeitos a mudanças o tempo inteiro, sujeitos a nossas escolhas, a os encontros, oportunidades, quedas... e até mesmo ao nosso fim.
A vida jamais seria um filme, a vida só pode ser filme depois que acontece a morte, aí tudo que podia acontecer já aconteceu. A morte é o ponto final da história. O que nos faz chegar a uma terrível conclusão: Nós só somos o roteirista da nossa vida depois que morremos, que é quando conseguimos por o ponto final.



Se ficou meio confuso me desculpem é a falta de prática.