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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amor que não se pede.




Eu já escrevi antes sobre amizade, mas esse é um tema tão recorrente na minha vida que eu não vejo mal em repeti-lo, em homenagem as bodas que deve estar fazendo algumas das minhas amizades.
As pessoas se espantam ao saber que ainda existem (ou resistem) amizades duradouras, não sei por quê. Na verdade, como eu disse para uma das minhas amigas que está fazendo bodas comigo também, o que nos impede de conhecer cedo as pessoas definitivas das nossas vidas? Com isso eu não quero dizer que não se faça mais amigos além dos que já se tem, sempre se pode somar, mas não é até melhor conhecer logo as pessoas certas?
Eu não sei, pra dizer a verdade.
E pra dizer mais a verdade ainda, eu não entendo muito bem esse troço de amizade... Mas é uma espécie de amor, eu penso, um amor gratuito, generoso e, sobretudo, desobrigado.
Pensem bem, o que nos faz amar uma pessoa completamente estranha a nós? Ela não é da família, não nos viu nascer (ás vezes sim), não nos alimentou, essas coisas... Mas a gente ama, e cria uma cumplicidade incrível, chora junto, ri junto, sofre, xinga...
Como que a gente pode ter tanta intimidade com um estranho a ponto de fazer confissões, aconselhar, pedir opiniões, xingar por atitudes bobas? Para mim isso parece tão ilógico.
Uma pessoa que de repente, por uma circunstância poderia não ter nos conhecido, poderia ter morado em outra rua, estudado em outro colégio, mas não, de alguma forma apareceu na nossa vida. Mesmo assim, quantas pessoas moram ou moraram na nossa rua e ou estudaram no nosso colégio e não vieram a ser nossos amigos?
E o tempo pode passar, nós podemos mudar, nos distanciar, e o tempo passa, mudamos muito e nos distanciamos, mas esse amor não se apaga, basta rever aquela pessoa (nem que seja pela web cam), ou lembrar daquelas histórias todas para que aquela saudade doa lá dentro, e de aquela vontade de se reunir de novo com a certeza de que quando isso acontecer vai ser maravilhoso. Por quê? Porque esse amor nunca acaba. Esse amor não se explica.

Amo vocês.

Toy Story - Amigo Estou Aqui Disney
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aquiAmigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (Viu?)
O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
As três palavras que proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Homens x Bebidas - Breve análise.

Faz tempo que eu tenho pensado em escrever, mas, a preguiça não permitiu. É terrível pensar que a preguiça tenha mais força do que a minha criatividade... Enfim, vamos ao que interessa, o assunto que me trouxe aqui hoje eu diria que é, um tanto quanto, diferente do que eu costumo abordar por aqui, mas acredito que pelo menos em parte agradará.
Hoje eu vim para falar de HOMEM.
Sim, homens. Não vou tentar apontar as diferenças, e tampouco apontar defeitos, quem me conhece sabe que eu me divertiria fazendo isso, mas não vou. Eu gosto deles e ponto.
Mas andei pensando que eles podem ser definidos por alguns tipos, que são:
1) Homem vinho bom – É um tipo raro, que o tempo passa e ele fica mais gostoso, mais encorpado, mais cheiroso, mais chique, mais caro, enche de status quem o carrega e de inveja quem não o tem. (Fora que vem sempre bem embalado).
2) Homem vinho de mesa suave – Tem que ser consumido jovem, porque com tempo ele vira vinagre, mas jovem é bem gostosinho, pode ser consumido com freqüência que não causa prejuízos, no entanto, pela suavidade e doçura vai envolvendo e quando se vê exagerou-se na dose, e se consumido com exagero vira um porre e só dá dor de cabeça.
3) Homem vinho de mesa seco – A única diferença deste pro anterior é que esse não é tão doce, então quando se exagera é com consciência, no entanto ele não dá dor de cabeça.
4) Homem chimarrão – Gostoso, quente, acolhedor, mas logo a gente tem que passar adiante, e ele vai e volta, passando de mão em mão. Na verdade, a gente só bebe ele por tradição, aquela tradição de ser bom, porque a princípio é amargo, mas como tem aquela tradição em torno, a gente experimenta e acaba curtindo, passa adiante pra amiga, depois pra outra, e pra outra, e bebe novamente...
5) Homem cachaça – Na hora do desespero se encara, é quente, na verdade é ardente, mas é barato, deselegante... Tem que se beber em pequenas doses, ou no lugar de diversão ter-se-á um porre homérico, com direito a mico e uma puta dor de cabeça.
6) Homem champanhe – Gostosinho, leve, fresco, charmoso, mas no fim de contas só serve pra consumir (e exibir) em ocasiões especiais, porque efetivamente não combina com uma jantinha íntima em casa, ou com uma roda de amigas num bar ou num parque, a típica bebida que não se costuma ter em casa e se tem não se consome com freqüência. Pessoas mais exibicionistas costumam consumi-lo com mais freqüência.

Minha lista está em expansão, então sugestões ou críticas me procurem meninAs. Brincadeira, os meninos também podem sugerir ou criticar, muito embora ache que não se interessarão, mas que eu gostaria de saber a opinião de um homem, ah eu gostaria.
Depois de uma breve conversa, lembrei de um tipo que não pode faltar:
7) Homem absinto - Só com uma prova já deixa LOUCA!
A pedidos:
8) Homem Caipirinha - Ele é docinho, gostosinho, (muitas vezes é um homem cachaça mais doce e com o chame do limão) e a gente passa o verão bebendo, mas... é só no verão né? Uma hora enjoa. Não passa de um "amor de verão".

domingo, 23 de maio de 2010

Onde você ainda se reconhece?

O tempo passa mesmo, basta ver quanto tempo de existência já tem este blog, relendo os posts eu posso ver como tem certas características que não mudam facilmente, não importa o quanto o tempo passe, mas em compensação nas outras todas que não são essas “cláusulas pétreas” (essa é especialmente pro pessoal do direito), mudam bruscamente.
Tenho certeza que a maioria das pessoas que estão lendo já pensaram, e não raras vezes, como puderam ter feito tal e tal coisa, ou como puderam pensar assim ou assado, não sei bem onde eu quero chegar com isso, mas eu fico pensando o que fica de nós afinal? Onde nos reconhecemos em nós mesmos?
Tá certo que muito do que a gente muda é pra melhor, a gente abre a mente ao longo dos anos, devo dizer que particularmente devo isso em boa parte aos meus amigos e aos bancos escolares, perde preconceitos, ganha muitos conceitos, e passa a querer mais de tudo.
Mas acho que o que absolutamente é um divisor de águas são as coisas que a gente vive, que nos ensinam “sim, isso da certo” ou “não, assim eu me ferro”. Parece que pra aprender a gente é eternamente criança, tem que por a mão no fogo pra ter a certeza de que queima.
E o que fica afinal dessa “criança”? Essas características a princípio imutáveis jamais mudarão? Quero dizer, é isso que fica de nós mesmo, que nos identifica, que nos faz reconhecer a nós mesmos, e aos outros nos reconhecer, e gostar ou desgostar de nós? O que é o "isso"?
Hoje eu tenho mais perguntas do que respostas, não que tenha achado que tinha respostas absolutas pra qualquer coisa que fosse, muito embora algum dia tenha pensado assim... mudanças, sempre mudanças... Evoluções? Melhoria? Quem sabe?
"Faça uma lista de grandes amigos/ Quem você mais via há dez anos atrás /Quantos você ainda vê todo dia /Quantos você já não encontra mais /Faça uma lista dos sonhos que tinha/Quantos você desistiu de sonhar! /Quantos amores jurados pra sempre /Quantos você conseguiu preservar /Onde você ainda se reconhece/ Na foto passada ou no espelho de agora /Hoje é do jeito que achou que seria?/ Quantos amigos você jogou fora /Quantos mistérios que você sondava /Quantos você conseguiu entender/Quantos segredos que você guardava /Hoje são bobos ninguém quer saber /Quantas mentiras você condenava /Quantas você teve que cometer/Quantos defeitos sanados com o tempo /Eram o melhor que havia em você/ Quantas canções que você não cantava /Hoje assobia pra sobreviver /Quantas pessoas que você amava /Hoje acredita que amam você/Faça uma lista de grandes amigos /Quem você mais via há dez anos atrás /Quantos você ainda vê todo dia /Quantos você já não encontra mais /Quantos segredos que você guardava /Hoje são bobos ninguém quer saber/Quantas pessoas que você amava /Hoje acredita que amam você" (A Lista - Oswaldo Montenegro)

domingo, 7 de março de 2010

Grandes pequenas redes.

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Depois de muito tempo de abandono resolvi voltar ao mundo da comunicação digital, se é que se pode chamar assim. Fui obrigada a voltar, nesse início de ano (sim, nós moramos no Brasil, e pra todos os efeitos o ano começa em março), fui bombardeada por informação útil, que, ainda bem, tirou meu cérebro do marasmo. Esse ano assunto não faltará, eleições, copa do mundo, dois assuntos que dão muito o que falar.
Mas não é sobre nenhum desses dois assuntos que eu vim pronunciar-me, e nem sobre o Dia Internacional da Mulher (é, acreditem!). É, sim sobre a maravilha da rede em nossas vidas, sim eu falo da “grande rede”, a rede mundial de computadores, a nossa querida amiga Internet.
Eu que andava a muito tempo fechada em minha rede, não me dava conta da dimensão da rede, hoje quando acessei dois blogs diferentes do meu habitual “Orkut-facebook-MSN”. Senti a própria dimensão quando me dei por conta que lia relatos, ao que parece, reais de uma pessoa cubana, logo depois por curiosidade acessei outro blog, de uma moça da Arábia Saudita.
Onde que eu quero chegar?
Eu quero chegar no fato de como temos o acesso e não aproveitamos, como poderíamos conhecer tanto sobre realidades completamente diferentes da nossa, e não o fazemos.
Não falo no sentido histórico propriamente dito, porque isso é corriqueiro, todos sabemos que temos como saber tudo sobre a história e geografia de um lugar na internet (muito embora não o façamos, por pura preguiça e/ou desinteresse). Falo em conhecermos os fatos, histórias, pensamentos, opiniões, pontos de vista (ta ficando redundante), de pessoas que vivem num contexto completamente diferente do nosso. Ler os fatos do ponto de vista de quem vive é uma oportunidade única das pessoas desta geração, e nós simplesmente ignoramos as possibilidades e nos voltamos pras nossas pequenas redes.






Blog cubano: