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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O bem.

“Faço o bem porque acredito na lei do retorno.”

Certo? Errado? O certo pelos motivos errados?

Em minha modesta opinião o bem deve ser feito porque acredita-se que é o correto a se fazer, e não simplesmente porque vai se ganhar algo em troca, fazer algo esperando receber qualquer coisa em troca é interesse, é egoísmo, é puro e completo individualismo. Faz-se o bem, então, porque quer que seja feito a si o bem, e não porque se quer o bem do outro? O outro receber o bem é simplesmente meio para eu receber o bem pelos outros? Acredito que fazer o bem deveria ser fim. A finalidade é o bem do outro, receba eu algo em troca ou não, a minha realização é ver o outro bem.

Por que é que sempre tem de ter haver só comigo? Apenas a realização, a sensação de dever cumprido não basta para fazer o certo? Tem-se sempre que ter um aplauso e uma recompensa? Tem sempre que ter uma punição pra que tenhamos medo de fazer o mal, de fazer o errado? Afinal de contas nós não somos capazes de fazer um juízo de valores? Não temos consciência dos nossos atos?

Fazer o bem, fazer o certo é o melhor na própria essência, se eu acredito, obviamente, que aquilo é o bem e/ou certo. Se alguém ganha com isso, automaticamente eu ganho, a coletividade ganha, a sociedade ganha, todo mundo ganha pelas coisas correrem bem, pelas coisas darem certo. Se todo mundo fizer a sua parte, todo mundo ganha, é melhor para todos, e uma sociedade melhor é o melhor pra mim também. Às vezes fazendo o certo eu não ganho de imediato tanto quanto eu ganharia fazendo o errado, de repente fazendo o errado eu ganharia uma vantagem imediata, mas será que eu não posso abrir mão de ganhar uma vantagem, será que eu não posso ganhar um pouco menos pra que todo mundo ganhe? Será que os outros têm tão pouco valor assim? Será que a gente não enxerga que esse comportamento individualista é auto-destrutivo?

Eu entendo que a gente viva em busca da felicidade, e por isso eu pergunto: Será possível ser feliz sozinho?

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Wave -Tom Jobim


"Vou te contar

Os olhos já não podem ver

Coisas que só o coração pode entender

Fundamental é mesmo o amor

É impossivel ser feliz sozinho"



http://www.vagalume.com.br/tom-jobim/wave.html#ixzz1ClhZvOZP

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Amor que não se pede.




Eu já escrevi antes sobre amizade, mas esse é um tema tão recorrente na minha vida que eu não vejo mal em repeti-lo, em homenagem as bodas que deve estar fazendo algumas das minhas amizades.
As pessoas se espantam ao saber que ainda existem (ou resistem) amizades duradouras, não sei por quê. Na verdade, como eu disse para uma das minhas amigas que está fazendo bodas comigo também, o que nos impede de conhecer cedo as pessoas definitivas das nossas vidas? Com isso eu não quero dizer que não se faça mais amigos além dos que já se tem, sempre se pode somar, mas não é até melhor conhecer logo as pessoas certas?
Eu não sei, pra dizer a verdade.
E pra dizer mais a verdade ainda, eu não entendo muito bem esse troço de amizade... Mas é uma espécie de amor, eu penso, um amor gratuito, generoso e, sobretudo, desobrigado.
Pensem bem, o que nos faz amar uma pessoa completamente estranha a nós? Ela não é da família, não nos viu nascer (ás vezes sim), não nos alimentou, essas coisas... Mas a gente ama, e cria uma cumplicidade incrível, chora junto, ri junto, sofre, xinga...
Como que a gente pode ter tanta intimidade com um estranho a ponto de fazer confissões, aconselhar, pedir opiniões, xingar por atitudes bobas? Para mim isso parece tão ilógico.
Uma pessoa que de repente, por uma circunstância poderia não ter nos conhecido, poderia ter morado em outra rua, estudado em outro colégio, mas não, de alguma forma apareceu na nossa vida. Mesmo assim, quantas pessoas moram ou moraram na nossa rua e ou estudaram no nosso colégio e não vieram a ser nossos amigos?
E o tempo pode passar, nós podemos mudar, nos distanciar, e o tempo passa, mudamos muito e nos distanciamos, mas esse amor não se apaga, basta rever aquela pessoa (nem que seja pela web cam), ou lembrar daquelas histórias todas para que aquela saudade doa lá dentro, e de aquela vontade de se reunir de novo com a certeza de que quando isso acontecer vai ser maravilhoso. Por quê? Porque esse amor nunca acaba. Esse amor não se explica.

Amo vocês.

Toy Story - Amigo Estou Aqui Disney
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Se a fase é ruim
E são tantos problemas que não tem fim
Não se esqueça que ouviu de mim
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Os seus problemas são meus também
E isso eu faço por você e mais ninguém
O que eu quero é ver o seu bem
Amigo estou aquiAmigo estou aqui
Os outros podem ser até bem melhores do que eu
Bons brinquedos são
Porém, amigo seu é coisa séria
Pois é opção do coração (Viu?)
O tempo vai passar
Os anos vão confirmar
As três palavras que proferi
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui
Amigo estou aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Homens x Bebidas - Breve análise.

Faz tempo que eu tenho pensado em escrever, mas, a preguiça não permitiu. É terrível pensar que a preguiça tenha mais força do que a minha criatividade... Enfim, vamos ao que interessa, o assunto que me trouxe aqui hoje eu diria que é, um tanto quanto, diferente do que eu costumo abordar por aqui, mas acredito que pelo menos em parte agradará.
Hoje eu vim para falar de HOMEM.
Sim, homens. Não vou tentar apontar as diferenças, e tampouco apontar defeitos, quem me conhece sabe que eu me divertiria fazendo isso, mas não vou. Eu gosto deles e ponto.
Mas andei pensando que eles podem ser definidos por alguns tipos, que são:
1) Homem vinho bom – É um tipo raro, que o tempo passa e ele fica mais gostoso, mais encorpado, mais cheiroso, mais chique, mais caro, enche de status quem o carrega e de inveja quem não o tem. (Fora que vem sempre bem embalado).
2) Homem vinho de mesa suave – Tem que ser consumido jovem, porque com tempo ele vira vinagre, mas jovem é bem gostosinho, pode ser consumido com freqüência que não causa prejuízos, no entanto, pela suavidade e doçura vai envolvendo e quando se vê exagerou-se na dose, e se consumido com exagero vira um porre e só dá dor de cabeça.
3) Homem vinho de mesa seco – A única diferença deste pro anterior é que esse não é tão doce, então quando se exagera é com consciência, no entanto ele não dá dor de cabeça.
4) Homem chimarrão – Gostoso, quente, acolhedor, mas logo a gente tem que passar adiante, e ele vai e volta, passando de mão em mão. Na verdade, a gente só bebe ele por tradição, aquela tradição de ser bom, porque a princípio é amargo, mas como tem aquela tradição em torno, a gente experimenta e acaba curtindo, passa adiante pra amiga, depois pra outra, e pra outra, e bebe novamente...
5) Homem cachaça – Na hora do desespero se encara, é quente, na verdade é ardente, mas é barato, deselegante... Tem que se beber em pequenas doses, ou no lugar de diversão ter-se-á um porre homérico, com direito a mico e uma puta dor de cabeça.
6) Homem champanhe – Gostosinho, leve, fresco, charmoso, mas no fim de contas só serve pra consumir (e exibir) em ocasiões especiais, porque efetivamente não combina com uma jantinha íntima em casa, ou com uma roda de amigas num bar ou num parque, a típica bebida que não se costuma ter em casa e se tem não se consome com freqüência. Pessoas mais exibicionistas costumam consumi-lo com mais freqüência.

Minha lista está em expansão, então sugestões ou críticas me procurem meninAs. Brincadeira, os meninos também podem sugerir ou criticar, muito embora ache que não se interessarão, mas que eu gostaria de saber a opinião de um homem, ah eu gostaria.
Depois de uma breve conversa, lembrei de um tipo que não pode faltar:
7) Homem absinto - Só com uma prova já deixa LOUCA!
A pedidos:
8) Homem Caipirinha - Ele é docinho, gostosinho, (muitas vezes é um homem cachaça mais doce e com o chame do limão) e a gente passa o verão bebendo, mas... é só no verão né? Uma hora enjoa. Não passa de um "amor de verão".