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segunda-feira, 13 de julho de 2009

O amor e a guerra.

No amor e na guerra vale tudo? Confesso que até dois dias atrás não tinha pensado na questão. Eu, particularmente, penso que a resposta seja não. Acho que nunca é válido desrespeitar o próximo, porque afinal que amor seria esse que desrespeita quem quer que seja? Afinal, amar não é uma forma de querer bem? O desrespeito não é o bem de ninguém no meu ponto de vista. E quando se desrespeita a outros que não o objeto desse amor, é válido? Quer dizer, esse amor é tão egoísta a ponto de passar por cima do próximo por si mesmo, por sua própria realização? E tem gente que cegamente diz que SIM, elas sabem afinal o que é o amor? Verdade que ninguém pode precisar o que é, mas se faz uma idéia, mesmo que abstrata, dos seus princípios. Muitas pessoas o confundem com dominação, com atração, e justificam suas ações em seu nome, quando cercam, aprisionam, e até quando traem, mas por maior que um amor seja ele não justifica ações que o contradizem.
Quanto a guerra, vale tudo? Parece que sim. Mas o que motiva uma guerra caros amigos, amor a pátria? Amor incondicional a uma causa? Um ideal? A história tem nos mostrado que essas são as “justificativas”. Libertar um povo de uma tirania e libertá-lo com a democracia! Nosso exemplo mais recente de uma justificativa, convenhamos, extremamente humanitária, lamentavelmente falsa, mais uma “máscara de bondade” usada pelo “forte e bondoso” para esmagar o “fraco” e acabar como “mocinho”,”herói”. Motivação econômica? Não! Motivação política? Não!
Logo, se uma guerra não tem como motivação amor a algo, com exceção a dinheiro e poder, que poderíamos muito bem substituir os termos “amor por...” por ganância e ambição, não me parece que nela, a guerra, exista algum valor/princípio que impeça algum tipo de comportamento/ação. Na ganância e na ambição há limites? Pois na guerra também não.
Não entendo por que relacionar uma coisa com outra na pergunta: "No amor e na guerra vale tudo?", se afinal onde há amor não há guerra.

Estão livres pra discordar obviamente, se for o caso, comentem, se não podem comentar também, ou não, se não quiserem.