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domingo, 23 de maio de 2010

Onde você ainda se reconhece?

O tempo passa mesmo, basta ver quanto tempo de existência já tem este blog, relendo os posts eu posso ver como tem certas características que não mudam facilmente, não importa o quanto o tempo passe, mas em compensação nas outras todas que não são essas “cláusulas pétreas” (essa é especialmente pro pessoal do direito), mudam bruscamente.
Tenho certeza que a maioria das pessoas que estão lendo já pensaram, e não raras vezes, como puderam ter feito tal e tal coisa, ou como puderam pensar assim ou assado, não sei bem onde eu quero chegar com isso, mas eu fico pensando o que fica de nós afinal? Onde nos reconhecemos em nós mesmos?
Tá certo que muito do que a gente muda é pra melhor, a gente abre a mente ao longo dos anos, devo dizer que particularmente devo isso em boa parte aos meus amigos e aos bancos escolares, perde preconceitos, ganha muitos conceitos, e passa a querer mais de tudo.
Mas acho que o que absolutamente é um divisor de águas são as coisas que a gente vive, que nos ensinam “sim, isso da certo” ou “não, assim eu me ferro”. Parece que pra aprender a gente é eternamente criança, tem que por a mão no fogo pra ter a certeza de que queima.
E o que fica afinal dessa “criança”? Essas características a princípio imutáveis jamais mudarão? Quero dizer, é isso que fica de nós mesmo, que nos identifica, que nos faz reconhecer a nós mesmos, e aos outros nos reconhecer, e gostar ou desgostar de nós? O que é o "isso"?
Hoje eu tenho mais perguntas do que respostas, não que tenha achado que tinha respostas absolutas pra qualquer coisa que fosse, muito embora algum dia tenha pensado assim... mudanças, sempre mudanças... Evoluções? Melhoria? Quem sabe?
"Faça uma lista de grandes amigos/ Quem você mais via há dez anos atrás /Quantos você ainda vê todo dia /Quantos você já não encontra mais /Faça uma lista dos sonhos que tinha/Quantos você desistiu de sonhar! /Quantos amores jurados pra sempre /Quantos você conseguiu preservar /Onde você ainda se reconhece/ Na foto passada ou no espelho de agora /Hoje é do jeito que achou que seria?/ Quantos amigos você jogou fora /Quantos mistérios que você sondava /Quantos você conseguiu entender/Quantos segredos que você guardava /Hoje são bobos ninguém quer saber /Quantas mentiras você condenava /Quantas você teve que cometer/Quantos defeitos sanados com o tempo /Eram o melhor que havia em você/ Quantas canções que você não cantava /Hoje assobia pra sobreviver /Quantas pessoas que você amava /Hoje acredita que amam você/Faça uma lista de grandes amigos /Quem você mais via há dez anos atrás /Quantos você ainda vê todo dia /Quantos você já não encontra mais /Quantos segredos que você guardava /Hoje são bobos ninguém quer saber/Quantas pessoas que você amava /Hoje acredita que amam você" (A Lista - Oswaldo Montenegro)

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá Debrs.

Eu adoro essa música e coincidentemente estava ouvindo ela ontem.

Em especial por essa parte:

[...] Quantas mentiras você condenava /Quantas você teve que cometer/Quantos defeitos sanados com o tempo /Eram o melhor que havia em você [...]

Nessas horas a gente percebe o quanto a vida é irônica, o quanto um fato péssimo no passado acaba se tornando maravilhoso no futuro. Quantas vezes inimigos viram amores (e vice-versa), defeitos viram virtudes...

Mas o fato é que ainda somos os mesmos, talvez um pouco mais altos, um pouco mais experientes, menos inocentes. Mas ainda sim, os mesmos... Estudamos porque no fundo queremos mudar o mundo, de uma forma mais modesta que antes, mas queremos ser bem mais do que somos.

Morremos porque deixamos de ser criança, cada dia mais...

E como eu quero viver bastante eu ainda sou criança, então eu não vou assinar. HAHAHAHAHA...

Admirador secreto?

Ponã disse...

amore!
se teve uma coisa que mudou..
foi nossa amizade... para melhor!
te adoro
continua postando.. adoro ler teu blog XD

beijinhos