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terça-feira, 20 de março de 2007

Parte de nós

Ontem, à noite, na verdade acho que já era hoje, comecei a pensar, engraçado por que eu só penso coisas mais “profundas” em horários que era pra estar sonhando já, bem, mas isso não vem ao caso, o caso é que pensei em coisas bem óbvias, bem, pra mim não eram tão óbvias antes, talvez todo mundo já tenha percebido o que eu pensei ontem.
Ontem à noite eu pensei sobre uma das coisas que eu mais gosto de pensar, na verdade, no que mais me origina assuntos para postar, pensei em gente, em personalidade, sentimentos, emoções, em caráter, daí surgiu a pergunta na minha cabeça “O que forma nossa personalidade? Nosso caráter? que nos faz ser tão diferentes uns dos outros?”.
A verdade é que nossa personalidade é como massinha de modelar, isso mesmo que lestes, massinha de modelar, conforme os baques que nós vamos tendo na vida ela vai se modelando, conforme nossos tombos, pisadas que levamos, etc, só que claro, nós somos vivos, racionais e muito emocionais, então digamos que nosso personalidade seja como o Flubber, do filme sabe? Só que claro, nossa personalidade não é de gel, nem tão elétrica, o que eu quero dizer é que nós nos moldamos com os impactos, só que nós de forma consciente ou inconsciente reagimos na formação, o que nos prova isso é que duas pessoas podem passar pelo mesmo baque e ainda sim ter reações diferentes e resultados diferentes do mesmo baque.
Um bom exemplo disso, é que às vezes as gente passa por grandes impactos e está tão amassado que cria um escudo protetor, por que mais uma pisada ali seria pra matar, as pessoas então ficam sem entender, ficam achando que a pessoa é realmente muito durona, ficam chocadas com a dureza ou desconfiança, ou seja lá qual for. As vezes a gente se pergunta, por que essa pessoa é assim? Talvez ela não seja assim porque quer, talvez ela nem saiba que é assim como você está vendo, talvez ela nem seja assim mesmo e isso seja só um escudo, muito provavelmente ela é assim por necessidade, por medo ou porque aprendeu.
Nem todo mundo passou por muitos baques, essas tem apenas a personalidade moldada por convívio, meios de vida, experiências, mas essas, essas possivelmente são boas e ingênuas, inocentes.
Antes, há muito pouco tempo, eu descordava das teorias de que quebrando a cara se aprende, de que a dor faz crescer, porque eu tinha uma interpretação errada delas, na minha interpretação errônea, inconscientemente, eu achava que o erro e a dor eram de propósito, que era consciente o erro, mas eu pensei nisso sem perceber que eu mesma e muitas pessoas a minha volta eram o exemplo vivo desta teoria. Agora eu percebi que o “quebrar a cara” não é insistir no erro necessariamente, e que a dor faz parte das circunstâncias da vida, que ela é causa e conseqüência, que ela molda e nos amplia o horizonte.
E tudo, tudo mesmo se torna parte de nós, traço da nossa personalidade pra sempre. Pra sempre guardada em nós, refletida em nós, eternizada enquanto dure.

2 comentários:

. disse...

eu não peciso falar nada...a débora vai ser a mais nova colunista da VEJA...continua assim hein... abraços!!!

Anônimo disse...

Hahahahaha
O Mauricio tem razão! Eu já sabia que vc era metida a escritora mas não sabia que existia o dom =)
Bom... A maioria dos posts que eu leio são os nosso assuntos, coisas q a gente fica horas e horas falando!
Então eu nem sei o q escrever... =P
;*